Eu não pedalo sozinho, não
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Guidom - Crombie
Eu não pedalo sozinho, não
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Contingência e o vôo 447

Diz-se no senso comum que as pessoas só morrem quando chega a hora. Caso isso fosse verdadeiro, o destino reuniu em uma aeronave as pessoas que deveriam morrer naquele dia. Isso daria à fatalidade um poder apavorante. Impossível pensar que gente de mais de trinta países entrou no vôo 447 sem saber que obedecia a uma força cega, que determinava aquele como o último dia de suas vidas.
Igualmente, acreditar que Deus permite a queda do avião porque tem algum propósito, soa esquisito. Cada pessoa, com histórias, projetos, sonhos, foi arrancada da existência para que se cumprisse qual objetivo? Um objetivo macro? Isto é, para que a humanidade aprendesse ou se arrependesse? Isso faria com que as biografias fossem descartáveis, desprezíveis. O Divino Oleiro, sem precisar se explicar, afogaria tanta gente para conduzir a macro história para o fim glorioso? Sim? Mesmo que exista esse deus, eu não o quero.
Também, algumas pessoas aceitam que Deus tem um plano para cada morte individual. Verdade, ele é Deus, tem todo o poder e é capaz de reunir, em um só lugar, quem deveria morrer. Mas também é bom. Então todos os passageiros foram eleitos para cumprir qual bem? Satisfaz pensar que o bem de ceifar tantas vidas, mesmo sem nenhum sentido do lado de cá, está garantido na eternidade? (Deus sabe o que faz?!?!) Como explicar tal conceito para pais, filhos e parentes desolados? Todos acorrentados à trágica realidade que lhes roubou de seus queridos.
A idéia de que Deus tem um plano para cada morte se esvazia diante dos números. Um avião caiu, mas o que dizer dos incontáveis acidentes de todos os dias? O que dizer das balas perdidas que aleijam transeuntes? E dos erros médicos ou dos acidentes de trânsito? Recentemente uma senhora de nossa comunidade caiu da laje da casa em construção. Ela fotografava a obra para que a filha ajudasse com as despesas do acabamento. Quebrou a coluna e ficou paraplégica. A última explicação que se poderia dar é que Deus tinha um plano em deixá-la paralítica.
Jesus nunca cogitou o mundo sem contingência. Pelo contrário, não atrelou a queda de uma torre aos desígnios divinos; não disse que a cegueira do homem era consequência causal das ações interiores, dele ou de seus pais; advertiu que os seus discípulos enfrentariam tempestade, aflição e morte.
Contingência é o espaço da liberdade, portanto, da condição humana. Sem contingência nos desumanizaríamos. A consciência do risco de adoecer e da imprevisibilidade da morte súbita é o preço que pagamos por nossa humanidade.
O desastre do avião mostra a inutilidade de pensar que o exercício correto da religião e a capacidade tecnológica mais excelente sejam suficientes para anular a contingência. Nossa vida é imprecisa e efêmera. Portanto, vivamos intensamente. Cada instante pode ser o último – Carpe Diem!
Soli Deo Gloria
Sábado, 23 de Maio de 2009
Tá na palma da mão!
Sábado, 16 de Maio de 2009
Cruz Credo! [parte II]
Não acredito em congressos de avivamento espiritual, se não há mudança de mente e coração. Creio na metanoia.
Não acredito que vamos alcançar o mundo pra Cristo com nossas marchas, panfletagens, gritarias que incomodam a vizinhança próxima da igreja... Creio que é o Espírito quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.
Não acredito em liderança relacionada à idéia de “último topo da montanha”: quantidade de membros/seguidores, participação de “palestras sobre liderança”, títulos... Creio que liderar é servir: mordomia.
Não acredito no cristianismo das irmãs de oração que passam mais tempo na igreja do que batendo um papo com seus filhos (alguns, afastados do evangelho). Creio que o ativismo religioso é uma fuga [1].
Não acredito em crentes que projetam templos faraônicos, ao mesmo tempo em que há gente passando fome nos arredores. Creio numa igreja relevante às necessidades sociais de sua “Jerusalém”: solidariedade.
Não acredito que títulos qualifiquem alguém como espiritual. Assumir vários cargos pode ser uma desculpa para não estar em família, por exemplo. Creio que o ativismo religioso é uma fuga [2].
Não acredito que profissão seja o inverso de missão. Creio na missão integral.
Não acredito no “mais novo método de evangelização”. Creio que minha vida é o melhor método para levar alguém a Cristo: discipulado.
Não acredito que tenho a obrigação de pagar cachê pra ministro bacana. Creio na oferta voluntária.
Não acredito na teologia da prosperidade. Creio que a Graça de Deus é o suficiente.
Não acredito nos livros/blogs de auto-ajuda, com todas as suas boas intenções. Creio na comunhão entre os crentes: mutualidade.
Não acredito na oração como varinha de condão ou lâmpada mágica do Aladim. Creio na soberania de Deus.
Não acredito em pessoas perfeitas. Creio que exista gente (inclusive a minha pessoa) sendo aperfeiçoada: santificação.
Não acredito na religião: faça isso, não faça aquilo... Creio que cristianismo é estilo de vida.
Não acredito em Papai Noel. Creio em Papai do Céu.
Agora, como diz o meu avô paterno:
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Integral ou desnatado? [parte II]

Se falar de Cristo ao companheirinho;
Posso trabalhar em minha terra
Para dar aos outros novas salutares;
Posso fornecer sustento aos outros
Caso Deus me chame seguirei contente
Para os campos que vão branquejando
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Max Weber e a xerox, na repartição.

Domingo, 26 de Abril de 2009
Blues da piedade [oração de Cazuza]
Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?

Domingo, 5 de Abril de 2009
Saudade do Egito?
¬Então você quer voltar para o Egito
Onde é quente e seguro
Tem pena de ter comprado o bilhete de vez
Quando pensou estar certo disso?
¬Você queria viver na terra da promessa
Mas agora está ficando tão difícil
Você se entristece em estar aqui no deserto
Em vez de estar no seu próprio quintal?
¬Comer cebolas e alhos franceses pelo Nilo
Ooh, que hálito! Mas jantar fora em grande estilo
Oh, minha vida sobre as rodas, um dia ter minhas pirâmides
¬Bem, não há nada a fazer
Mas viajamos e temos certeza de que viajamos um bocado
Porque é difícil manter os pés em movimento
Quando a areia é tão quente
¬E, na parte da manhã, é bolo quente de maná
Nós lanchamos maná todos os dias
E eles tinham certeza de que havia um camarada ontem à noite para jantar
Com ‘souflle’ de maná flambado
¬Bem, uma vez nos queixamos de algo novo para arrebentar
A terra se abriu e teve alguns de nós para o almoço
Os tais fogo e fumaça
Deus não pode sequer ter uma brincadeira, né? (Não)
¬Então você quer voltar para o Egito
Onde velhos amigos esperam por você
Você pode preparar uma grande festa e dizer a toda galera
Que o que dizem foi tudo verdade
¬E esses atos de Moisés como o "cara"
Quem ele pensa que é?
É verdade que Deus trabalha porções de milagres
Mas Moisés acha que eles são todos os seus
¬Bem, eu estou tendo tantos problemas até agora
Por que ele teve de ficar tão irado por causa da vaca, aquela vaca dourada?
Moisés se sente bastante ocioso, ele só fica escrevendo
Ele apenas se senta e escreve a Bíblia
¬Ah, Moisés, guarde a caneta
O quê? Oh, não! Maná outra vez?
Oh, waffles de maná, hambúrgueres de maná
Pão de maná , filé de maná
Festas do maná, bolo de bamanná.
